quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gama DF

Historico

Em agosto de 1746, o bandeirante Antônio Bueno de Azevedo saiu de Paracatu, em Minas Gerais, chefiando uma grande tropa rumo ao noroeste. Depois de ter atravessado chapadas, rios, veredas e ribeirões, chegou, no dia 13 de Dezembro, num riacho em cujas areias descobriu ouro. A decisão foi de fundar ali um povoado, o qual recebeu o nome de Santa Luzia, em homenagem à santa do dia. O riacho ficou conhecido como Rio Vermelho, já que tinha suas águas sempre barrentas por causa da lavagem do ouro. O povoado de Santa Luzia se transformou no que é hoje a cidade de Luziânia, em Goiás.
No começo de 1747, chegou, a Santa Luzia, o primeiro sacerdote, a pedido do próprio Bueno: o padre Luís da Gama Mendonça. Supõe-se que, em homenagem ao padre, foi dado o nome "Gama" ao platô e ao ribeirão. As terras que hoje constituem a Região Administrativa do Gama, na qual se localiza a cidade-satélite do Gama, pertenciam às fazendas do Ipê, Alagado da Suzana, Ponte Alta e Gama.

A criação da cidade

Com a transferência da capital do Brasil para o interior, as terras dessas quatro fazendas foram desapropriadas pelo Governo de Goiás, no período de 1956 a 1958, sob a responsabilidade da Comissão Goiana de Cooperação para a Mudança da Capital do Brasil, tendo, por presidente, Altamiro de Moura Pacheco.
A sede da Fazenda Gama ficava próxima ao local onde hoje está o Catetinho (primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek), porém a cidade veio a ser instalada a oito quilômetros deste ponto de referência. O então presidente da república Juscelino Kubitschek visitou a Fazenda Gama em 2 de Outubro de 1956, na ocasião de sua primeira visita à região onde seria construída a futura capital federal.
A cidade, assim como as outras, foi criada para alojar as pessoas residentes em invasões ou núcleos populacionais provisórios, solução encontrada para abrigar o excedente populacional em virtude da construção de Brasília, surgindo, então, as denominadas "cidades-satélites", conforme a Lei Número 3 751, de 13 de Abril de 1960.
O arquiteto Paulo Hungria, em maio de 1960, desenvolveu a planta urbanística da cidade, na forma de colmeia, dividindo-a em cinco setores: Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. O Setor Central (para atividades mercantis) não foi detalhado em função das necessidades futuras. Porém, coube ao engenheiro José Maciel de Paiva, por ordem do então prefeito Israel Pinheiro (ex-presidente da Novacap), instalar um núcleo pioneiro e promover as primeiras transferências, iniciadas a partir de Setembro de 1960. Foi auxiliado pelo engenheiro José Carlos Godoy, pelo fiscal Agnelo Dias Correia (que juntamente com sua mulher são considerados os moradores pioneiros da cidade), pelo mestre-de-obras Joaquim Santana, entre outros. O povoamento inicial foi efetuado com a remoção de 30 famílias residentes na Barragem do Paranoá, em 1960. Posteriormente a cidade recebeu grande parte dos morades da Vila Amaury e da Vila Planalto. Em 1970, foram transferidos os habitantes instalados no Setor de Indústria de Taguatinga.
Hoje, é uma cidade em rápido desenvolvimento, com uma economia cada vez mais independente de Brasília, com destaque para a construção civil.

A Cidade

O Gama foi projetado para ter cinco bairros, sendo que cada um com uma especialidade diferente.

Existem áreas residenciais e comerciais no Setor Oeste. Já no Setor Leste, o que predomina é o comércio e indústria, além das moradias, sendo que no Norte e no Sul o que são frequentes são as áreas para moradias. No Setor Central, o comércio é forte, com grande movimentação de pessoas e facilidade para encontrar estabelecimentos com nomes famosos. Também existe o chamado Setor Industrial. Teoricamente, pertence ao Setor Leste, mas com a construção civil, já fortemente presente nesse ponto e também voltada para habitação, além de indústrias, fábricas e oficinas, tem se consolidado como um setor independente e autônomo.

Pensando no desenvolvimento da cidade a Brookfield Inc. Lançou em 2009, dois grandes sucessos de vendas, O Residencial Idealle e o Residencial Encanto, ambos levam a marcar Show de morar Gama, sendo que o Residencial Idealle sua tipologia é apenas de 2 e 3 quartos, com uma metragem ideal para uma família, o Residencial Encanto são apartamentos maiores de 3 e 4 quartos, espaço luxuoso e aconchegante, para a família ter mais qualidade de vida. O condominío oferece a melhor estrutura de lazer da cidade, mais de 60 ítens de lazer e garagem coberta. 
Adiquira um imóvel em algum destes empreendimentos únicos, na cidade do Gama DF.

     
                                                                                                                                                                                 
Residencial Encanto QI 06


Residencial Idealle QI 02


Thiago Santos
(61) 9160-8300 Claro
(61) 9948-9287 Vivo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Condomínio

Condomínio: má administração pode desvalorizar o imóvel


SÃO PAULO  - A má administração condominial pode levar à desvalorização de até 30% do imóvel, segundo alerta do advogado imobiliário e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados, Rodrigo Karpat.

De acordo com ele, a desvalorização ocorre por conta da falta de manutenção, valores elevados da taxa condominial, dívidas trabalhistas, entre outros.

Além da desvalorização do imóvel, a má administração também pode levar a um aumento de até 30% do valor do condomínio.



Boas práticas

Para que condôminos e síndico não sofram com as consequências de uma administração desastrosa, Karpat lembra que assim como uma empresa, o condomínio possui obrigações legais, como a de prestar contas, realizar o seguro da edificação, realizar obras respeitando o quórum estabelecido, entre outros.

Existem ainda obrigações referentes aos funcionários, tais como: a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), Rais (Relação Anual de Informações Sociais), além das contribuições sindicais, INSS, FGTS, PIS, Dirf etc.

Também é de responsabilidade do condomínio as obrigações que dizem respeito à estrutura das edificações, a exemplo da limpeza da caixa d'água, emissão de laudo técnico de pára-raios, manutenção de elevadores, entre outros.

Síndico

No que diz respeito ao síndico, o advogado lembra que este responde civil e criminalmente por excesso e negligências na sua gestão, sendo objeto de ação de responsabilidade a realização de obras sem a devida autorização, a não prestação de contas, de manutenções necessárias, não cobrança de devedores, entre outros.

Por: Gladys Ferraz Magalhães

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vila Planalto


Vila Planalto está sendo desfigurada pela especulação imobiliária

 Correio Braziliense -


As construções de madeira que guardavam parte importante da história de Brasília deram lugar a residências suntuosas de alvenaria. Esse fenômeno começou na década de 1980, quando a paisagem da Vila Planalto sofreu as primeiras transformações. Hoje, 54 anos depois da fundação da cidade que abrigou os pioneiros da nova capital, a região passa por uma nova onda de especulação imobiliária. Prédios de apartamentos com altura muito acima do permitido pela legislação surgem em todas as ruas estreitas do local. A cidade histórica, que faz parte da área tombada de Brasília, virou a “Vila das Quitinetes”.

A proliferação de prédios impressiona. Pelas normas de gabarito, não é permitido sequer o segundo pavimento. Mas residências de dois ou até três andares são quase a regra na Vila Planalto. Com a pressão imobiliária e diante da enorme demanda por moradia barata e perto da área central, dezenas de antigos pioneiros venderam seus terrenos — o que não é permitido, já que a área é pública. Os novos compradores praticaram outras irregularidades: fracionaram os lotes em unidades ainda menores ou construíram prédios com minúsculos apartamentos, que são alugados por até R$ 1 mil mensais.

O último levantamento oficial realizado pelo governo na Vila Planalto data de 2008. O trabalho desenvolvido pela antiga Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente mostrou que 20% das construções da região estavam irregulares. À época, dos 1.020 lotes oficiais da vila, 188 tinham construções com dois pavimentos e 22 terrenos possuíam obras com três andares. Não foi feito novo levantamento, mas de lá para cá a situação piorou muito, a olhos vistos. A quantidade de edificações acima do gabarito permitido praticamente dobrou e especialistas que conhecem a Vila Planalto estimam que quase 50% das obras tenham alguma irregularidade.

Alheios à ameaça de fiscalização, operários trabalham sem parar, até embaixo de chuva, para erguer os novos edifícios. Não parecem preocupados com embargos ou autuações. Um dos edifícios em obras tem vista privilegiada para o Lago Paranoá e fica voltado para o Setor de Clubes Sul. À primeira vista, é impossível tentar convencer qualquer pessoa de que se trata de uma residência unifamiliar: há oito portas, cada uma com uma respectiva janela, voltadas para um corredor único. Os quartos não se comunicam entre si.

Aluga-se
Um negócio como esse é extremamente lucrativo e pode render até R$ 8 mil por mês em aluguéis. Em vários dos empreendimentos recém-inaugurados, há placas de anúncio que dizem “alugo kits” ou “alugam-se apartamentos de um quarto”. A movimentação nos prédios prontos é grande, o que mostra a grande procura por imóveis desse tipo. A circulação de funcionários é igualmente intensa nas obras. Algumas delas obstruem as ruas e a passagem dos carros.

No lote 24 da Rua 1, a antiga casa virou um prédio de três andares com pelo menos oito quitinetes. A padronização das unidades mostra que o empreendimento foi erguido apenas com a intenção de alugar os quartos: todos têm persianas marrom e mobiliário simples e padronizado. Em outro local da vila, uma construção verde com janelas de blindex protegidas por películas mostra uma ironia. O edifício de quitinetes fica na Avenida Pacheco Fernandes, rua que leva o nome de um dos antigos e tradicionais acampamentos de pioneiros.

A Agência de Fiscalização do GDF (Agefis) garante que realiza com frequência operações na Vila Planalto para embargar qualquer obra em andamento. Mas a proliferação de quitinetes gera divergências dentro do próprio governo. Representantes da Secretaria de Cultura, da Administração de Brasília e da Secretaria de Regularização, Desenvolvimento Urbano e Habitação criticam a ineficiência da fiscalização e a rapidez com que as construções são erguidas no meio da área tombada da capital federal. O assunto também é motivo de grande preocupação no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela preservação do patrimônio mundial no Distrito Federal.


Impacto irreversível
Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Frederico Flósculo, o desvirtuamento da Vila Planalto representa um golpe na proteção da área tombada. Ele acredita que a proliferação de prédios de quitinetes em uma área tão próxima do centro da capital compromete a identidade de Brasília. “Essas transformações são cumulativas e irreversíveis. O descontrole na Vila Planalto vai deturpar a área tombada e a identidade da cidade”, avalia o especialista.

Frederico Flósculo defende uma maior conscientização da sociedade e dos governos. “Só com educação patrimonial será possível reverter essa tendência de destruição do patrimônio. A falta de cuidado observada nas últimas décadas mostra que os governos não têm nenhuma compreensão da importância do título de patrimônio histórico”, critica o professor de arquitetura.

O superintendente do Iphan no DF, Alfredo Gastal, lembra que o antigo acampamento que abrigava os operários foi tombado pelo GDF. Para ele, a fiscalização é falha e as irregularidades fundiárias contribuem para o descontrole urbanístico. “O processo de destruição da vila está acelerado. Solicitamos sempre providências da Agefis, mas infelizmente a agência tem estrutura pequena para atender todo o Distrito Federal”, diz Gastal.

Todos os terrenos da Vila Planalto pertencem à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e os ocupantes têm apenas o direito de concessão de uso. “O governo até hoje não fez a regularização fundiária da área. Todo mundo vive ali a título precário mas, ainda assim, é comum o comércio de concessões de direito real de uso”, acrescenta o superintendente do Iphan. Para ele, a pressão do mercado deixa a Vila Planalto em situação ainda mais frágil. “É muito difícil lutar contra o mercado imobiliário, especialmente em uma área tão valorizada, ao lado da Esplanada dos Ministérios. Como estamos no boom do surgimento das quitinetes, a Vila Planalto virou um alvo”, finaliza Gastal.

Conservação
Hoje, existem apenas 19 construções remanescentes em madeira, mas a maioria está em avançado estado de deterioração. Entre as edificações da Vila Planalto, cinco são classificadas como de preservação rigorosa. Entre elas estão as cinco casas da antiga Fazendinha e a Igreja Nossa Senhora do Rosário.


ANÁLISE DA NOTÍCIA
É hora de pressionar
Marcelo Tokarski

O desvirtuamento da Vila Planalto é mais um triste exemplo dado por Brasília, que na juventude de seus 51 anos dá de ombros para sua história. A área, localizada no coração da capital da República, vem sendo devassada por especuladores imobiliários pequenos, mas com alto poder de destruição. Tudo aos olhos das autoridades locais e federais — além dos ministérios, os palácios do Planalto e da Alvorada ficam a poucos metros.

O descaso não é de hoje, ele se repete e se acumula ao longo do tempo. Já que o Estado não sai da inércia, a sociedade civil deveria assumir o papel de protagonista e tomar a frente de um movimento para salvar essa joia da história de Brasília. Quem sabe sob pressão os órgãos fiscalizadores passarão a atuar de maneira efetiva na preservação do patrimônio da capital?

FGTS


FGTS compra CRI para estimular financiamento imobiliário


O fundo está comprando o volume recorde de R$ 2,8 bilhões em CRI este ano, ante um total de R$ 130,6 milhões anteriormente



A compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários ocorre em meio a receios sobre a capacidade de financiamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”


São Paulo - O governo está usando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para comprar Certificados de Recebíveis Imobiliários em meio a receios sobre a capacidade de financiamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

O fundo está comprando o volume recorde de R$ 2,8 bilhões em CRI este ano, ante um total de R$ 130,6 milhões anteriormente. O fundo investiu R$ 1,5 bilhão em créditos imobiliários originados pela Caixa Econômica Federal. A instituição vai securitizar os créditos em CRIs com vencimento em 2031 e pagar investidores com 6,38 pontos percentual acima da TR, a taxa referencial de juros que é base da remuneração do FGTS. A taxa estava em 1,11 por cento este ano até outubro.

O governo está estimulando o investimento no mercado de crédito imobiliário securitizado ao mesmo tempo em que procura reduzir o déficit de 6,3 milhões de moradias no País. O financiamento imobiliário corresponde a 4,6 por cento do Produto Interno Bruto brasileiro. Nos Estados Unidos, onde a inadimplência levou à crise financeira global de 2008, essa proporção é de 67 por cento. O crédito imobiliário no Brasil cresceu em setembro mais de três vezes o ritmo dos depósitos na poupança, ameaçando esgotar a principal fonte de financiamento habitacional no fim de 2012, disse a Moody’s Investors Service.

“Só a poupança não vai dar conta”, disse José Maria Oliveira Leão, superintendente do FGTS, em entrevista por telefone. “Os agentes financeiros de maneira geral estão buscando fontes alternativas de recursos para atender o volume de demanda, e o CRI é uma forma.”

Depósitos em poupança

Os investimentos do FGTS são focados em financiamentos imobiliários de até R$ 200.000 feitos por meio do “Minha Casa, Minha Vida”, que oferece incentivos em dinheiro para a compra de moradias por famílias de baixa renda. O fundo, que tipicamente oferece empréstimo residencial e de infraestrutura, planeja investir mais R$ 2,5 bilhões por ano em CRIs de 2012 a 2015.

O governo exige que os bancos reservem 65 por cento dos depósitos em caderneta de poupança para custear os empréstimos imobiliários. Os depósitos são remunerados pela TR.

O financiamento de imóveis residenciais puxou o avanço do crédito em setembro, com um salto de 47 por cento em relação a um ano antes para R$ 185 bilhões, segundo o Banco Central. Os depósitos em poupança aumentaram 13 por cento no mesmo período para R$ 409 bilhões. O crédito imobiliário deve chegar a 11 por cento do PIB em 2014, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.

“A margem disponível para novos negócios está encolhendo”, disse Ricardo Kovacs, analista da Moody’s em São Paulo, em entrevista por telefone. “O Brasil tem carência de moradias e é por isso que o governo quer e precisa desses diferentes tipos de crédito que preenchem o sistema.”

O fato de o ritmo do crescimento do crédito imobiliário estar superando o da poupança não cria um problema de esgotamento de fontes de recursos no curto prazo, disse Dyogo Oliveira, secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, em entrevista por telefone de Brasília em 9 de novembro.

“O governo está atento e interessado em garantir que haja o funding necessário, mas não é uma situação que vá gerar crise”, disse Oliveira. “Há outras fontes: CRI, LCI, LH, FII, toda uma sopa de letrinhas. Sem falar das opções de mercado aberto como IPOs”, disse ele referindo-se respectivamente a letras de crédito imobiliário e hipotecária, fundos de investimento imobiliário e ofertas iniciais de ações de empresas em bolsa de valores.

O investimento no CRI é uma decisão independente do FGTS e não uma política econômica ou habitacional do governo, disse Oliveira.

O fundo negocia investir mais R$ 1,3 bilhão este ano em carteiras imobiliárias do Itaú Unibanco Holding SA e do Banco Santander SA. A demanda pelo FGTS foi de R$ 6,2 bilhões, comparado à disponibilidade de R$ 2,8 bilhões para investir nos papéis, segundo a Caixa.

O investimento pelo FGTS visa incentivar a securitização e revenda de hipotecas residenciais ao estimular o fortalecimento do mercado secundário para crédito imobiliário no Brasil, disse a Caixa no comunicado de 20 de outubro anunciando o investimento.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Criação de um novo Bairro


Disputada na Justiça, área nobre é pivô de uma briga de R$14,7 bilhões


Ao lado do prédio onde era a sede do Jockey, estão os contêineres de uma empresa que funciona no local e aluga os equipamentos (Fotos: Breno Fortes/CB/D.A Press - 26/10/11)
Ao lado do prédio onde era a sede do Jockey, estão os contêineres de uma empresa que funciona no local e aluga os equipamentos


A 10 quilômetros da rodoviária de Brasília, um terreno equivalente a 30 superquadras do Plano Piloto, vizinho a Vicente Pires e com acesso pela EPTG ou pela Estrutural, é explorado por empresários e famílias que aproveitam uma pendência na Justiça para usufruir de área nobre e bem localizada, onde até a água e a luz ficam penduradas na conta do governo. No espaço de 210 hectares — ou 2,1 milhões de metros quadrados —, funcionava o antigo Jockey Club de Brasília. A sociedade acabou há mais de  uma década, a propriedade do lote — uma doação oficial — voltou para o governo em 2004, mas até hoje a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) não conseguiu reaver a posse do lugar. Enquanto isso, pagando preço de banana, alguns poucos privilegiados conseguem manter negócios em uma terra que vale ouro. Se for transformado em um bairro residencial, por exemplo, o terreno pode movimentar estimados R$ 14,7 bilhões em negócios.

Visto do alto, o descampado onde era o Jockey parece uma área perdida no tempo em uma cidade que precisou expandir-se exponencialmente — na última década, a população do DF aumentou em 600 mil pessoas. A gleba que alterna terra batida  com mato alto, além de poucas construções decadentes, contrasta com o amontoado de casas de Vicente Pires e da Estrutural, vizinhas ao lote onde era o antigo clube. Aparentemente ocioso, o espaço, no entanto, virou sede de pelo menos quatro negócios que, segundo sustenta a Terracap na Justiça, funcionariam clandestinamente.

As baias instaladas na área são fonte de renda dos tratadores de cavalos
As baias instaladas na área são fonte de renda dos tratadores de cavalos


Na propriedade em litígio atua uma importadora de pneus, uma cooperativa que faz a matéria-prima para mangueiras, além de uma firma que aluga contêineres. Não é só. Tratadores de cavalos remanescentes da época em que o clube foi criado para sediar corridas ainda nas décadas de 1960 e 1970 moram até hoje no local. Esses cuidadores se instalaram no lugar, construíram suas residências, se casaram e tiveram filhos. Muitos deles permanecem na área. Trinta e seis famílias vivem do aluguel de baias para abrigar animais de empresários, funcionários públicos e até de policiais militares, que também se aproveitam das pendengas judiciais para pagar uma pechincha pelos serviços.

A Atlântico Sul Pneus é uma das empresas com endereço no Jockey. Em funcionamento desde 2007, a firma aluga o prédio que era usado pela administração do clube, logo atrás da arquibancada de onde os apreciadores de corrida assistiam às competições. O lugar, um edifício azul desbotado de pé-direito alto, reúne os escritórios da importadora e também o galpão de mil metros quadrados, onde são estocados os pneus.

O depósito foi um achado. Os donos da firma pagam apenas 60% do valor de mercado, oportunidade que encontraram anunciada em jornal. “Quando a gente decidiu montar o negócio, o aluguel no Jockey era imbatível. Não sabia que tinha essa briga na Justiça. Aí, quando veio a Terracap querendo o lugar, a gente começou a tentar um lote no Pró-DF. Conseguimos e daqui a um tempo vamos nos mudar para lá”, explicou Anna Câmara, uma das sócias da importadora.

Ao lado da Atlântico Sul Pneus funciona a Contenge Engenharia Locações, que usa parte do terreno do Jockey para recauchutar contêineres que a empresa aluga. No dia em que a reportagem esteve no endereço, dois funcionários da empresa lavavam as estruturas metálicas, que estavam dispostas a céu aberto. Ao lado, um grupo de uma cooperativa da Estrutural se dividia na reciclagem de lixo usado para fazer mangueira. Ali, o material que chega em carretas é separado e processado em caldeiras fumegantes para a reprodução da borracha.

Briga
Os empreendedores que exploram o local se negaram a dizer quanto pagam para funcionar no terreno do Jockey. Mas tanto os representantes da Atlântico Sul quanto integrantes da cooperativa confirmaram que os valores são repassados a Fernando Mattos, veterinário que briga na Justiça pela posse da terra. Um dos sócios do antigo clube, ele é quem administra os negócios arrendados em área pública, como consta no registro em cartório. Representantes da Contenge não quiseram falar sobre o assunto.

Em 2002, uma decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública do DF revogou a doação do terreno ao Jockey por descumprimento de contrato. Na época, o juiz Esdras Neves de Almeida considerou que, pela “acurada análise do feito, tem-se como inequívoco o descumprimento pelo réu dos encargos a que livremente se submeteu quando da doação do bem”. Esdras referia-se à acusação da Terracap, que naquela época denunciou o Jockey por fracionar a área em oito unidades imobiliárias e arrendá-las, o que configura desvio de finalidade, segundo as obrigações contratuais.

O Jockey recorreu da decisão e em 2004 o TJ negou o recurso de apelação do clube, confirmando o ganho da causa à Terracap. Em segunda instância, o tribunal negou embargo declaratório proposto pelo Jockey e manteve, por unanimidade, a decisão que prevê a devolução do terreno à estatal. Em maio de 2009, quando o governo se preparava para fazer uma operação de desocupação da área, o veterinário Fernando Mattos conseguiu uma liminar da 5ª Turma Cível do TJ permitindo que ele permanecesse no lugar até que houvesse uma decisão de mérito sobre a posse do terreno.

Análise da notícia - Mais um exemplo
O uso irregular de terras públicas atravessa a história do DF, onde pelo menos um terço dos domicílios está construído em áreas ocupadas ilegalmente. O caso do Jockey Club é mais um exemplo desse absurdo que virou rotina. A área é pública, mas empresas privadas pagam aluguéis mais baratos e pessoas exploram diversas atividades sem nem sequer bancar a água e a luz consumidas. Ou seja, há gente ganhando dinheiro à custa do erário. Leia-se: à custa da sociedade. Essa realidade precisa mudar. Não só no Jockey, que é apenas um dos inúmeros exemplos desse tipo de irregularidade. É passada a hora de o Estado e a Justiça resolverem essa questão.



Lilian Tahan
Publicação: 06/11/2011 07:25 Atualização: 06/11/2011 07:34

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Águas Claras

Conheça,


Localizada entre: Taguatinga, Vicente Pires, Riacho Fundo e Park Way, distando 20 quilômetros do Plano Piloto; Águas Claras foi eleita pela classe média como cidade refúgio.


Já é possível vislumbrar Águas Claras completa daqui a alguns anos, tornando-se uma das melhores cidades do Distrito Federal para se viver, oferecendo aos seus moradores um vasto ambiente de beleza, gastronomia, boates, clubes, praças, calçadas, jardins, uma biblioteca, galerias comerciais e outros.

Dos seus 808 hectares, foram reservados 403 para área verde. Avenidas, alamedas e praças possuem nomes inspirados em plantas como: Araucárias, Castanheiras, Flamboyant, Ipê Amarelo, etc.

Os principais acessos para a cidade compreendem a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), Estrada Parque Contorno (Pistão Sul), Estrada Parque Vicente Pires (EPVP) e Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).




Águas Claras DF


Os sinais de desenvolvimento são visíveis, cursos de línguas, academias de ginástica, música e estabelecimentos comerciais indispensáveis ao dia-a-dia. Na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE Águas Claras), já estão funcionando cerca de  545 empresas.

Águas Claras hoje cidade consolidada, conta com mais de 800 prédios, entre as empresas, a antiga MB Engenharia, atual Brookfield Inc. é a campeã de construção, entregando mais de 100 empreendimentos na cidade de Águas Claras DF.

Porque os clientes procuram a Brookfield Inc.? A empresa é considera uma das melhores construtoras em termos de acabamento, todos os seus empreendiementos são vendidos quase que 100% na fase de lançamento, sendo que na fase final de construção a procura por imóveis nos empreendimentos da Brookfield Inc. aumenta.

Conheça alguns dos empreendimentos da Brookfield Inc.:


Residencial Pau Brasil, pronto para morar


DF Century Plaza, fase de construção





  
Premiere, fase de entrega


Residence Quattro, fase de construção

Sinfonia, pronto para morar

 
Spot, lançamento (planta).
 











Solicite informações sobre os empreendimentos Brookfield Inc.


Thiago Santos


Consultor Imobiliário Brookfield Inc.


Tel: (61) 9160-8300 Claro e (61) 9948-9287 Vivo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...