O setor bancário, de modo geral, tem feito esse movimento desde meados do ano passado, seguindo o ritmo ditado pela queda dos juros básicos e pelos bancos estatais, ou seja, a própria Caixa e o Banco do Brasil. Os cortes têm abrangido outros segmentos de crédito, mas o imobiliário vem sendo o destaque.
O blog Arena coletou informações sobre as atuais taxas de juros para o financiamento de imóveis de cinco dos seis maiores bancos brasileiros com forte atuação no varejo. O Itaú Unibanco não divulgou suas taxas afirmando tratar-se de algo personalizado, que depende da negociação entre banco e cliente.
Mas os dados obtidos já servem para dar uma ideia do que quem pensa em sair do aluguel vai encontrar nos bancos. Em geral, o menor custo está nos bancos estatais, que oferecem taxas em torno de 8,5% ao ano para não clientes. Nos bancos privados, essa taxa é a mínima, e, portanto, deve ser obtida apenas por clientes preferenciais, com maior relacionamento com o banco e maior poder de barganha.
Claro que as taxas são um referencial. É preciso analisar também o custo do seguro do financiamento, que tem um peso razoável na operação, e o tipo de reciprocidade que os bancos exigem. Apesar de proibida, essa reciprocidade é comum no mercado, seja pela compra de um seguro ou abertura de uma conta corrente ou poupança, ou ainda a compra de outros produtos. Há que se levar em conta, também, a variação da Taxa Referencial de juros diária, a TR, que é somada ao juro do financiamento. Vale, portanto, dar uma boa pesquisada antes de fechar negócio.
Confira abaixo como estão as principais taxas de crédito imobiliário do mercado.
Bradesco
No
Bradesco, para aquisição de um imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou seja, com valor até R$ 500 mil, as taxas de juros variam entre 8,90% e 10,50% ao ano. O banco permite o financiamento de até R$ 400 mil, ou 80% do valor do imóvel. O valor mínimo da parcela é de R$ 200 e o prazo máximo para financiamento é de 30 anos.
No caso de imóveis acima de R$ 500 mil, a taxa de juros cobrada é de 11% ao ano. É possível financiar até R$ 4 milhões, ou 80% do valor do imóvel. O prazo máximo também é de 30 anos.
Preço do imóvel | Taxa de juros |
Até R$ 170 mil | 8,9% ao ano |
Entre R$ 170 mil e R$ 500 mil | 10,5% ao ano |
Acima de R$ 500 mil | 11% ao ano |
Prazo de financiamento | 30 anos |
Santander
No
banco Santander, as taxas variam entre 8,8% e 11% ao ano, dependendo do valor do imóvel a ser adquirido e do relacionamento com o banco. O prazo máximo para financiamento é de 35 anos. O banco permite financiamentos de até 80% do valor do imóvel, e um comprometimento máximo da renda entre 30% e 35%.
Preço do Imóvel | Juro sem relacionamento com o banco | Juro com relacionamento com o banco |
Até R$ 500 mil | 11% ao ano | 8,8% ao ano |
Acima de R$ 500 mil | 11% ao ano | 9,5% ao ano |
Prazo de financiamento | 35 anos | 35 anos |
HSBC
No
HSBC, se a compra do imóvel for via SFH, até R$ 500 mil, a menor taxa é de 9,5% ao ano. O prazo máximo para financiamento é de 30 anos e o banco financia até 80% do valor do imóvel. Para valores acima de R$ 500 mil, a taxas de juros é de 11% ao ano, também com um limite de financiamento de até 80% do total.
Preço do Imóvel | Taxa de juros |
Entre R$ 62,5 mil e R$ 150 mil | 9,5% ao ano |
Acima de R$ 150 mil até R$ 500 mil | 10,75% ao ano |
Acima de R$ 500 mil | 11% ao ano |
Banco do Brasil
O
Banco do Brasil (BB), que, junto com a Caixa, puxou a fila da queda de juros, revisou suas taxas em junho do ano passado. Para clientes do banco, as taxas variam entre 8,9% e 10% ao ano. O BB reduz ainda mais as taxas para bons pagadores, e quem mantém conta salário na instituição. Nos dois casos, há uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa, ou seja, pode chegar a 1 ponto percentual se o cliente for bom pagador e tiver a conta salário. Os financiamentos são exclusivos para correntistas.
Preço do Imóvel | Taxa de juros |
Até R$ 500 mil | 8,9% ao ano |
Acima de R$ 500 mil | 10% ao ano |
Caixa Econômica Federal
A
Caixa, banco estatal, liderou o movimento de queda das taxas, deixando claro o que o governo espera do setor depois de empreender a maior queda histórica na taxa básica de juro da economia brasileira (Selic).
O banco é o principal veículo do governo pelo qual os cidadãos têm acesso ao programa de subsídios à habitação Minha Casa, Minha Vida. Confira abaixo como são as taxas do banco para quem se enquadra nesse programa:
Renda bruta | Juro para cotista do FGTS | Juro para não cotista do FGTS |
de R$ 465,00 a R$ 2455,00 | 4,5% ao ano | 5% ao ano |
de R$ 2455,01 a R$ 3275,00 | 5,5% ao ano | 6% ao ano |
de R$ 3275,01 a R$ 5000 | 6,66% ao ano | 7,16% ao ano |
Para linha de crédito com recursos do FGTS:
Renda Bruta | Com desconto do FGTS | Com desconto do FGTS | Sem desconto do FGTS | Sem desconto do FGTS |
| Juro para cotista do FGTS | Juro para não cotista do FGTS | Juro para cotista do FGTS | Juro para não cotista do FGTS |
de R$ 465,00 a R$ 2455,00 | 4,5% ao ano | 5% ao ano | 6,66% ao ano | 7,16% ao ano |
de R$ 2455,01 a R$ 3275,00 | 5,5% ao ano | 6% ao ano | 6,66% ao ano | 7,16% ao ano |
de R$ 3275,01 a R$ 5000 | - | - | 6,66% ao ano | 7,16% ao ano |
de R$ 5000,01 a R$ 5400 | - | - | 7,66% ao ano | 8,16% ao ano |
Para crédito via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos:
Taxas | Balcão | Cliente | Cliente com conta salário |
SFH – Clientes | 8,85% ao ano | 8,3% ao ano | 7,8% ao ano |
SFH – Servidor Público | 8,85% ao ano | 8,1% ao ano | 7,7% ao ano |
Fora do SFH – Clientes | 9,4% ao ano | 8,6% ao ano | 8,4% ao ano |
Fora do SFH – Servidor Público | 9,4% ao ano | 8,5% ao ano | 8,3% ao ano |