quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dicas para comprar um imóvel mais barato.


Como caçar pechinchas no mercado imobiliário

Especialistas dão dicas para comprar um imóvel em perfeito estado abaixo do preço de mercado

Fernando Lemos/Veja Rio

Imóvel à venda no condomínio das mansões, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Não espere por uma placa de "vende-se". Faça você mesmo a sua oferta.
São Paulo – Os preços dos imóveis nas capitais já estão elevados demais para o bolso da maioria dos brasileiros – e as altas começam a pôr o pé no freio. Mesmo assim, uma simples conversa com corretores e proprietários pode ajudar o aspirante a comprador a encontrar pechinchas em meio a esse mar de zeros antes das vírgulas.

Quando se deparar com um imóvel barato, pergunte o porquê. Alguns proprietários podem querer vender a um preço abaixo do mercado, por motivos pessoais que não tenham nada a ver com problemas no imóvel. Ou então, faça você mesmo sua oferta por um imóvel que não estava à venda.

Lembre-se de que corretores que omitirem ou mentirem sobre problemas ocultos no imóvel são responsabilizados por lei, mesmo depois de efetuada à venda. Eles respondem por tudo que eles sabem ou deveriam saber, em função do ofício, acerca da propriedade e da documentação. Veja abaixo sete situações que levam os proprietários a quererem vender seus imóveis abaixo do preço de mercado:
1. Imóvel em inventário
É arriscado, mas pode render um bom negócio. Imóveis em inventário costumam ser vendidos por um preço inferior ao de mercado quando os herdeiros têm pressa em se desfazer do bem. Muitas vezes, o dinheiro da venda é usado para pagar as custas judiciais e os honorários dos advogados durante o processo.
Mas para entrar no negócio é preciso se cercar de cuidados. Antes de mais nada, é necessário que os vendedores tenham uma autorização judicial para se desfazer do imóvel. “A família precisa explicar ao juiz as razões que a levam a efetuar a venda. Pode ser para pagar as custas judiciais ou mesmo as despesas médicas de um parente, por exemplo. O juiz, então, concede um alvará. Não faça contrato de gaveta, é muito perigoso”, alerta Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário da Tapai Advogados.
Não importa se todos os herdeiros estão de acordo, sem um alvará do juiz, nada feito. “Pode aparecer um novo herdeiro, ou mesmo um credor desconhecido, desfazendo o negócio”, diz Tapai. Em seguida, todos os herdeiros devem assinar a promessa de compra e venda, e o comprador precisa pedir todas as certidões negativas do falecido, para se certificar de que ele não tinha dívidas. “Havendo a autorização judicial, assim que a compra for efetuada, o imóvel é destacado do bolo do inventário e vai direto para o nome do novo dono”, diz o advogado.


2. Imóvel na partilha do divórcio
Esse caso é semelhante ao do inventário, mas é bem mais simples. Ao desfazer um casamento em comunhão parcial de bens – em que cada cônjuge leva metade dos bens adquiridos pelos dois durante o casamento – os casais podem ter pressa em vender o imóvel para concluir logo o processo.
Para comprar um imóvel em processo de partilha, é necessário apenas ter a anuência por escrito dos dois membros do casal. O comprador deve pedir as certidões negativas de ambos os proprietários, não dar um sinal muito grande e ter em mãos a promessa de compra e venda assinada pelos dois.
3. Família que se muda para longe
Famílias que estão se mudando às pressas para outro estado ou país podem querer vender barato seu imóvel. Às vezes um dos membros do casal conseguiu uma oferta de emprego irrecusável fora, ou será transferido pela empresa onde trabalha. Não raro essas mudanças são repentinas, e é pegar ou largar. Nesse caso, não há o que temer. Numa conversa rápida com os proprietários ou o corretor é possível descobrir o motivo da venda abaixo do preço.
4. Oferta inesperada
Essa tática é especialmente utilizada por investidores. Faça uma oferta abaixo do preço de mercado por um imóvel que você tenha gostado, ainda que ele não esteja à venda. Pego de surpresa, o proprietário pode aceitá-la. “Às vezes uma região se valoriza rapidamente, mas não é todo mundo que sabe disso. O proprietário de um imóvel naquela região pode ainda estar com os preços antigos na cabeça, se não acompanhar de perto o mercado imobiliário”, diz Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) e autor de um livro sobre imóveis.

5. Paredes descascando
A oferta inesperada tem mais chance de “colar” se a propriedade não estiver bem cuidada. É claro que investir em um imóvel com problemas estruturais pode ser uma tremenda roubada. Mas fazer uma oferta abaixo do preço de mercado por uma casa que precise apenas de reformas superficiais, como uma mão de tinta ou um corte na grama, pode se revelar um ótimo negócio.
6. O imóvel onde você mora de aluguel
Às vezes o imóvel onde você mora há anos é exatamente onde você gostaria de permanecer ainda por um bom tempo. E mesmo que você se mude no futuro, talvez aquela propriedade seja ideal para alugar para outra pessoa, por sua boa localização, por exemplo. Nesses casos, faça a oferta inesperada para seu proprietário. Se você for um bom inquilino, já existe uma relação de confiança, e pode acabar sendo um negócio para ele vender o imóvel com tanta facilidade para alguém relativamente conhecido. É possível que ele aceite um preço bem camarada.
7. Imóvel em leilão
Comprar em leilão é uma boa forma de pagar barato, mas é preciso observar alguns cuidados. Prefira um imóvel desocupado, visite-o antes e verifique se o lance mínimo do leilão realmente está abaixo do que um imóvel como aquele valeria. Leilões judiciais são mais seguros, pois são frutos de sentenças judiciais em que não cabe mais nenhum tipo de recurso. “Em tese, esses imóveis são livres e desimpedidos”, observa o advogado Marcelo Tapai.
Leilões extrajudiciais, por outro lado, requerem mais cuidados. Eles são frutos de alienações fiduciárias, então é preciso verificar se existe alguma ação do antigo dono questionando a retomada do imóvel pelo banco. “Já tivemos um caso em que o pagamento das prestações estava sendo feito, mas não era reconhecido pelo banco. O imóvel foi alienado, mas depois teve de voltar para o antigo dono”, conta Tapai.

W3 Sul


W3 Sul Brasília DF, há 4 décadas.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Investidores estrangeiros


Notícias sobre o Mercado



Que tipo de imóvel o investidor estrangeiro busca no Brasil?

Fonte: REDIMOB Com o Brasil considerado o 2º país mais atraente para investimentos, segundo pesquisa da Afire, imóveis comerciais ganham destaque. O que leva um investidor estrangeiro a procurar imóveis no Brasil? E que tipo de imóveis? O resultado da 20ª. Pesquisa Anual dos Membros da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (Afire, na sigla em Inglês) consolida o Brasil como o 2º país mais atraente para investimentos (antes ocupava a 4ª colocação). E opções é o que não faltam.

Segundo a presidente da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário, Virgínia Duailibe, propriedades comerciais, como shopping centers, edifícios de escritórios de alto padrão e hotéis são um dos destaques aos olhos do investidor estrangeiro.

"Para acompanhar esse volume de investimentos, várias corporações imobiliárias multinacionais, como CBRichard Ellis, Cushman&Wakefield, Equity International, Jonas Lang LaSalle, Tishman Speyer e Colliers International, vem ampliando sua atuação no país, o que é bastante significativo para o mercado", comenta Virgínia, que acrescenta: "Não podemos esquecer também dos pequenos investidores, em geral vindos da Espanha e Portugal, que estão prospectando áreas no Nordeste para construir condomínios. Os investimentos residenciais também merecem destaque e a forte presença da Sotheby's International Realty por aqui é prova disso".

Palavra de ordem: estabilidade

Mais difícil que conquistar este reconhecimento aos olhos do mercado global, é manter esta boa perspectiva. Se o Brasil é "a bola da vez", a palavra de ordem será estabilidade econômica. "A partir do controle eficiente da economia brasileira diante dos reflexos da crise internacional, os olhos do mundo vão se voltar mais ainda para o Brasil como a grande opção para investimento", explica Virgínia.

A presidente da ABMI ainda ressalta que será fundamental iniciar, executar e concluir em tempo hábil todas as obras de infraestrutura que o Brasil precisa, "principalmente em locais mais afastados das grandes metrópoles, para que o setor da construção possa ter uma abertura maior para seus projetos".

Pesquisa Afire

Se a 20ª pesquisa da AFIRE eleva o Brasil da quarta posição para a segunda do ranking, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, vale ressaltar também o mérito de São Paulo, que sai da 26ª posição no ranking anterior para a 4ª posição. "Um salto olímpico, diga-se de passagem, reforçado pelo ritmo acelerado das construções no mercado imobiliário", afirma a presidente da ABMI.

A cidade de São Paulo ficou atrás apenas de Nova York, Londres e Washington, como o quarto mais provável local para atrair a preferência dos investidores em 2012, superando Frankfurt e outras capitais de países da zona do euro e das economias dos Brics.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Portas Versáteis, com instalação simples

Linha de portas apresenta modelos versáteis e com instalação simples

CorreioWeb - Lugar Certo
Publicação: 20/01/2012 09:56 Atualização:

Quando se pensa em personalizar um ambiente, a mudança de alguns componentes pode fazer toda a diferença. As portas são um exemplo. Fabricadas pela Eucatex, as portas Eucadoor são versáteis, ecologicamente corretas e acabam de ganhar mais dois modelos para a Linha Dekor: Sonata e Evidence.

Indicadas para uso interno em residências, escritórios e edificações industriais, as linhas Eucadoor se adaptam a vários ambientes. Prontas para receber pintura, têm instalação simples, o que contribui para economizar tempo com a mão de obra.

Além da Sonata e da Evidence, a linha Dekor oferece ainda os modelos Línea e Cross. Todos com pintura primer em HDF, disponíveis nas larguras de 700/720 mm e 800/820 mm, com 2.100 e 2.110 mm de altura e cinco anos de garantia.

As portas Eucadoor podem ser acompanhadas pelas guarnições de 80 e 100 mm. As de 100 mm têm duas opções: uma, com linhas arredondadas, e outra, com linhas retas, seguindo o estilo contemporâneo. Já o modelo de 80 mm, é moderno e combina com todos os estilos de decoração. Todas as guarnições estão disponíveis na cor branca e dispensam acabamento adicional. 

A Eucatex, que acaba de completar 60 anos, é uma produtora de pisos, divisórias, portas, painéis MDP e MDF, chapas de fibras de madeira, chapas T-HDF e tintas e vernizes. Possui três fábricas em Botucatu e Salto, cidades localizadas no interior do Estado de São Paulo. Há mais de 15 anos, a empresa possui o Selo Verde, concedido pela Scientific Certification System (SCS), organismo certificador do FSC (Conselho de Manejo Florestal). A Eucatex Florestal já completou uma década com a certificação ISO 14001.

Pisos, Cerâmicas e Porcelanatos


Pisos são essenciais no planejamento do estilo de decoração em cada ambiente da casaEspecialistas dão dicas de como escolher os tipos ideais para áreas internas ou externas

Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 17/01/2012 10:03 Atualização: 17/01/2012 10:20
Contratação de mão de obra especializada para fazer a aplicação das peças é fundamental para ter bom acabamento
Contratação de mão de obra especializada para fazer a aplicação das peças é fundamental para ter bom acabamento
 
Na hora de decorar um ambiente, vários fatores devem ser levados em conta, como pintura, iluminação, adornos e móveis. Mas, além desses aspectos, é essencial pensar no piso, até por ser ele o elemento base do design de ambientes. A escolha errada do revestimento pode gerar insatisfação na hora de compor o espaço, e para trocá-lo os transtornos são enormes. Para acertar na opção, é muito importante considerar as características do imóvel, escolhendo o revestimento certo para áreas mais úmidas, externas, que sujam com mais facilidade. Entre os pisos mais requisitados na decoração, a engenheira civil e especialista em decoração Izabel Souki destaca as tendências do mercado, como o mármore, escolhido por aqueles que desejam alto padrão com efeito elegante.

Entretanto, ela diz que quem opta por essa pedra precisa ter atenção redobrada com a manutenção, que deve ser feita a cada três anos. O trabalho consiste no polimento e impermeabilização. “É necessário ficar atento também à porosidade do mármore, uma vez que ele absorve líquido facilmente e tende a manchar”, acrescenta Izabel. Mas tendo esses cuidados, ela diz que o material é muito bem-vindo em salas e escadas.
 
 
 
Outro tipo de piso muito usado é o porcelanato, que tem como vantagem a praticidade na limpeza. “Entretanto, sua escolha requer critérios, porque existe uma quantidade muito grande de tipos oferecidos no mercado, sendo que alguns são de baixa qualidade”, diz Izabel. Para quem quer praticidade, o tecnocimento – muito empregado em salas – é uma opção que pode ser utilizada em cima de pisos já existentes. “Além disso, em sua execução, existe pouca geração de entulhos. Seu uso está cada vez mais frequente, já que oferece modernidade e contemporaneidade ao espaço”, diz a engenheira.

Nos quartos, o destaque é para o uso da madeira, que proporciona sensação de calor e de aconchego, ideais para essas áreas. Para quem ainda tem tábua corrida, ela recomenda que mantenha e passe sinteco no piso. “Como o material está restrito na decoração, imóveis que têm tábua corrida são mais valorizados no mercado e considerados produtos nobres”, explica Izabel. Para quem quer o visual da madeira, não abre mão da sustentabilidade, mas comprou um imóvel que não tem esse revestimento, uma boa ideia é usar o piso de bambu prensado. “A alternativa proporciona boa estética e facilidade de instalação, já que ele se iguala ao carpete de madeira nesse ponto.”

A engenheira civil e especialista em decoração Izabel Souki recomenda o uso dos modelos de madeira nos locais em que o morador quer ter maior sensação de calor e aconchego
A engenheira civil e especialista em decoração Izabel Souki recomenda o uso dos modelos de madeira nos locais em que o morador quer ter maior sensação de calor e aconchego
 
Se o quarto for infantil, o piso de borracha pode ser utilizado. Além de aquecer o ambiente, oferece conforto e permite a reciclagem. “Outra boa opção são as placas de carpetes. Suas dimensões permitem flexibilidade e variedade no seu uso. Assim, é possível criar estampas variadas, desenho com os módulos e variar os desenhos conforme sua criatividade”, indica Izabel. Nos banheiros, além do granito, ela sugere as pedras artificiais, como silestone, marmoglass e corean, por não serem porosas e apresentarem uma variação de cores e brilhos não encontrada nas pedras naturais. “Dentro de box de banheiro podemos colocar o revestimento diferente do restante do banheiro. Pastilhas, porcelanatos e pedras são muito usadas, mas podemos ousar e utilizar seixos no piso do box do banheiro”, indica.

Por fora
As áreas externas devem receber pisos térmicos e antiderrapantes, como a pedra são tomé. “Como uma opção mais requintada, o mármore travertino bruto. Se a área for muito grande, pode ser usada grama com o revestimento de pedra”, diz Izabel, destacando que não são indicados pisos que esquentem ou esfriem demais. Na cozinha, a recomendação é o granito, piso de fácil limpeza e pouca porosidade. Na cor preta, o revestimento confere requinte. Há, ainda, algumas opções de pedras artificiais, que também podem ser usadas em salas, cozinhas e banheiros. “Exemplo disso é o marmoglass, que por ser extremamente branco, dá leveza e sensação de limpeza ao ambiente. Outra alternativa é o limestone, também artificial e pode ser usado em áreas molhadas”, observa Izabel.

Construtoras de olho no SOF Norte


Donos de oficinas do Sudoeste temem que proprietários cedam à construtoras


Diego Amorim - Correio Braziliense
Publicação: 18/01/2012 09:43 Atualização:

Desvirtuamento: criado em 1994 para abrigar as oficinas da Avenida W3 Sul, o SOF Norte abriga hotéis, motéis e quitinetes para aluguel e venda
Desvirtuamento: criado em 1994 para abrigar as oficinas da Avenida W3 Sul, o SOF Norte abriga hotéis, motéis e quitinetes para aluguel e venda
À medida que as obras do Setor Noroeste avançam, os valores dos terrenos do outro lado da rua, em um espaço até pouco tempo desacreditado, disparam e assustam os proprietários dos lotes. Empreiteiros começaram a fazer ofertas milionárias no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), de olho em uma provável valorização da área por conta da proximidade do futuro bairro. Donos de oficinas temem assistir ao mesmo que ocorreu do lado sul, onde as lojas praticamente desapareceram, dando lugar a empreendimentos imobiliários.

O governo criou oficialmente o SOF Norte em 1994, para abrigar as oficinas que ocupavam às margens da W3 Norte. De lá para cá, sem o rigor da fiscalização, o desrespeito às regras de uso do espaço desvirtuou o projeto original. Entre as lojas de mecânica, há hotéis, motéis e apartamentos. Pelas normas de gabarito em vigor, é permitida somente uma unidade residencial por lote, com área máxima de 68m². No entanto, prédios de dois andares chegam a ter até 18 quitinetes, construídas para aluguel e venda. O andar superior de várias oficinas se transformou em mais de uma moradia.

Nos registros da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o SOF Norte possui 190 lotes vinculados ao programa de benefícios Pró-DF. O número real, porém, pode chegar a 300, pelas contas da Associação dos Empresários e Associados do Setor de Oficinas Norte (Assofnorte), criada há um ano. Mais da metade dos empresários, segundo a entidade, estão em situação em irregular, sem a posse da escritura do terreno. Apesar de a SDE informar que “não há sérios problemas na área”, os donos de oficinas reclamam da demora no andamento dos processos.

Boa parte dos donos de oficinas acumula dívidas ao longos dos últimos anos e, portanto, não consegue acesso a todos os documentos exigidos pelo governo para concluir o trâmite da concessão dos terrenos. Empresários ouvidos pelo Correio disseram que, com as obras do Noroeste em ritmo mais acelerado , aumentou a pressão por parte da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) pela regularização. Segundo os donos de oficinas, o órgão ameaça tomar os lotes, caso a situação não seja solucionada rapidamente.

Para o presidente da Assofnorte, Carlos Bianchini Pontes, a tendência é que a pressão sobre os donos de oficinas fique ainda maior daqui para a frente. “Estão fazendo terrorismo porque o Noroeste está vindo aí, mas enquanto tivermos forças, vamos lutar para que não nos tirem daqui”, comenta. A Terracap informou que não tem exercido qualquer atividade no setor e que não há discussão alguma em andamento para alterar as regras de uso dos terrenos do SOF Norte. Os empresários temem que, em breve, sejam autorizadas construções residenciais na região.

Representante de uma construtora visitou recentemente uma das primeiras mecânicas a abrir as portas no setor, e responsável pela criação de 50 empregos diretos. Após tirar fotos do espaço de 940m², surgiu a proposta para comprar do terreno por R$ 3 milhões. “Viramos uma área nobre. A jogada é tirar a gente daqui para mudar a destinação. Mas eu não vendo, isso aqui é minha vida”, afirma Dimas Rodrigues Silva, 59 anos, um dos proprietários da oficina. “É uma pena ver que o SOF Norte está perdendo sua finalidade, apostamos nisso aqui”, completa o sócio Francisco de Souza Santoro, 62 anos.

Quando José Lindolfo, 57 anos, inaugurou sua oficina, não havia asfalto no SOF Norte. A iluminação da rua foi instalada após ele e os empresários vizinhos juntarem dinheiro para contratar o serviço. “Investimos muito neste espaço. Ninguém vai me tirar daqui, por proposta alguma. Para que eu quero dinheiro? Dinheiro acaba, quero é trabalhar”, diz Lindolfo. Os empresários tentam marcar um encontro com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Abdon Henrique de Araújo, para propor uma audiência pública e ameaçam realizar protestos na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia).

Grandes redes
Uma das gigantes do segmento de materiais de construção inaugurou em dezembro do ano passado, no SOF Norte, a terceira loja no Distrito Federal. A empresa diz que escolheu o lugar pelo “grande potencial consumidor que a região oferece”. Uma concessionária também abriu as portas no último mês, bem perto do Noroeste.

Memória
Mudança supervalorizou os lotes

O Setor de Oficinas Sul (SOF Sul) também surgiu há 20 anos, para abrigar oficinas que ocupavam a W3 e eram alvo de constante reclamação dos moradores das quadras 300 e 700. Em dezembro de 2006, em votação polêmica, o Plano Diretor do Guará (PDL) aprovado na Câmara Legislativa alterou a destinação daquela região. Os deputados distritais transformaram o setor em área mista — comercial e residencial —, o que abriu espaço para a investida das construtoras e supervalorizou os terrenos. A área ganhou condomínios de luxo, erguidos perto de shoppings, supermercados, estação de metrô e da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Em pouco tempo, o pacato SOF Sul virou mina de ouro para investidores. Empresas da construção civil — e mesmo pessoas físicas — se apressaram para arrematar lugares ainda ocupados por oficinas. Em outubro de 2010, o Correio mostrou que mais da metade dos cerca de 300 terrenos já tinham sido vendidos ou estavam em fase de negociação.
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