segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Design e decoração


A chita é popQuando misturado a outros elementos, esse tecido colorido e de baixo custo pode transformar um ambiente - do mais despojado ao mais sofisticado


Maria Júlia Lledó - Correio Braziliense
Publicação: 30/01/2012 10:43 Atualização:

Móveis contemporâneos e sessentinhas  ganham descontração com  manta de chita, no ambiente assinado por Stella Lopes (Carlos Vieira/CB/D.A. Press)
Móveis contemporâneos e sessentinhas ganham descontração com manta de chita, no ambiente assinado por Stella Lopes
Mesmo que desvalorizada pelo baixo custo, a chita desafia tecidos mais nobres para ressurgir como tendência. Importada da Índia, a chita chegou ao Brasil durante a colonização portuguesa e logo caiu no gosto dos brasileiros. Ao ser produzido no país, o tecido de algodão com estampas de cores fortes — predominantemente florais — teve o custo reduzido e se popularizou. Defensor da cultura nacional, o arquiteto Marcelo Rosenbaum desenvolveu uma linha de louças inspirada na chita. “Se a cultura popular tivesse um sudário, seria a chita. Tecido ordinário, de algodão, estampado, colorido, traz impresso o jeito simples de viver do Brasil. Dizem que veio das Índias, mas seu RG é bem brasileiro”, destacou o arquiteto na época da apresentação do produto, em 2008.

Mais recentemente, o estilista mineiro Victor Dzenk fez uma releitura do tecido. A novidade foi apresentada na última edição de inverno do Fashion Business 2012, no Rio de Janeiro, onde Dzenk lançou a coleção Chita is back — uma exaltação à cultura brasileira, como o próprio autor definiu. Em paralelo, Victor deu à chita a oportunidade de brilhar na decoração. Em parceria com a empresa moveleira Líder Interiores, estampas exclusivas, desenhadas pelo estilista, forraram poltronas da grife.

Seja em almofadas, cadeiras de plástico — sucesso na Feira da Torre —, molduras de quadro, passadeiras de mesa, sofás, flores, mantas,cortinas ou simplesmente motivo de arte na parede, a chita confere descontração e regionalidade ao lar se usada de forma harmoniosa. “Por exemplo, na varanda de um local mais despojado, esse tecido é uma ótima opção. Também já usei a imagem da estampa da chita ampliada e impressa numa película adesiva na parede. Ficou bem legal”, exalta a designer de interiores Ângela Borsoi.

Ambiente de Stella Lopes: detalhe de máscara forrada com tecido de chita
Ambiente de Stella Lopes: detalhe de máscara forrada com tecido de chita
Designer e artista plástica, Stella Lopes também não dispensa um retalho de chita na decoração. De preferência misturado a elementos contemporâneos ou móveis dos anos 1960, seus favoritos. A designer torce o nariz para quem ainda se limita a colocar a chita em ambientes externos. “Acho que combina com quarto de casal (manta sobre a cama), com sala de estar, onde gosto de colocar almofadas. Chego a misturar móvel estilo Luís 15 com chita. Até porque acredito que a gente pode viver o tempo todo de sandália de borracha”, brinca, referindo-se ao estilo irreverente do tecido, combinado ao comportamento da designer carioca.

Só não vale espalhar objetos forrados pelo tecido por todos os lados. “O colorido e as flores da estampa podem cansar ao longo do tempo”, alerta Ângela Borsoi. No mais, com pouco dinheiro, é possível escolher uma bela estampa e conferir ao lar uma brejeirice made in Brazil.

Alugueis


Especialistas afirmam que ainda vale a pena comprar imóveis para fins locatícios


CorreioWeb - Lugar Certo
Publicação: 23/02/2012 10:09 Atualização:



De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), os aluguéis no Brasil vêm caindo. Porém, é preciso ter atenção com a informação. O presidente do Cofeci, João Teodoro da Silva, esclarece que os inquilinos não estão pagando menos, mas sim que os proprietários, atualmente, têm menor rentabilidade que antes. Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, o retorno mensal médio da locação era de cerca de 0,65% do valor do imóvel, contra aproximadamente 0,5% hoje, com casos em que a rentabilidade não passa de 0,3%. No entanto, o economista Roberto Piscitelli adianta que, ainda assim, é lucrativo colocar o imóvel para alugar. Afinal, além do recebimento do valor do aluguel, existe a supervalorização do preço de venda da propriedade.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Distrito Federal (Creci-DF), Hermes Rodrigues de Alcântara Filho, conta que a situação da capital não é diferente do resto do Brasil. “Como os imóveis subiram muito, está havendo um realinhamento de preço dos aluguéis”, esclarece. “Os novos contratos estão subindo para acompanhar a valorização. Ou seja, não é que o preço do aluguel caiu, ele continua subindo, mas não acompanha a valorização do próprio imóvel, porque esta é muito maior”, explica. “Por isso consideremos que, na realidade, ele diminuiu”, complementa João Teodoro (Cofeci).

Assim como Piscitelli, Hermes garante que continua sendo um ótimo investimento comprar imóvel para aluguel. “Além do ganho com o aluguel, ainda tem a supervalorização do preço do imóvel caso ele queira vendê-lo mais tarde”, destaca o presidente do Creci-DF. Outra qualidade de alugar a propriedade para um inquilino é poder transferir a maior parte das despesas – impostos, manutenção, segurança – para os locatários. “Manter imóveis fechados é caro”, alerta Piscitelli.

O economista chama atenção para a especulação em relação ao preço dos imóveis. “Em várias situações as cotações são artificiais”, avisa. Por outro lado, como explica, é preciso levar em conta que nem sempre os valores anunciados ou pedidos são os mesmos das transações efetivamente realizadas. “Ultimamente, as pessoas estão investindo em imóveis mais em função das expectativas que se formam em torno de sua possível valorização, isto é, do ganho de capital que pode advir de sua negociação”, observa.

Piscitelli destaca que, nos últimos anos, deu-se uma significativa expansão do crédito destinado à construção e aquisição de imóveis. “É uma das modalidades que mais crescem, no Brasil, onde a participação ainda é modesta quando comparada, por exemplo, com os Estados Unidos”, completa. “Muita gente poderá enfrentar dificuldades com os financiamentos a longo prazo e baixa liquidez desses ativos”, avalia. O economista nota que alugar imóveis era uma alternativa mais procurada quando a inflação era elevada e as opções no mercado financeiro mais reduzidas. “O valor do aluguel, hoje em dia, é mais estável ao longo de períodos anuais. Por outro lado, o estoque de imóveis vem se elevando e com a melhoria dos indicadores de trabalho e renda mais gente tende a trocar o aluguel pela propriedade”, pondera.

Os aluguéis sempre foram baseados em percentual em relação ao preço de comercialização. Nos últimos anos, isso mudou porque o valor locatício não consegue acompanhar percentualmente a acelerada alta do valor de venda dos imóveis. “Os preços imobiliários subiram muito nos últimos tempos. É impossível o preço da locação acompanhá-lo. Talvez, futuramente, até se recupere, mas no momento não há condições para isso”, analisa o presidente do Cofeci.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minha Casa, minha Vida

CORREIO BRAZILIENSE • CIDADES • 24/2/2012

Lote caro dificulta casa popular

O elevado custo da terra é o maior obstáculo para o avanço do programa federal de acesso à moradia no Distrito Federal. O governo local tenta reverter a situação por meio do Morar Bem, que subsidia a compra de áreas pelas construtoras

Samambaia é uma das cidades que dispõem de unidades residenciais dentro do limite de R$ 170 mil exigido pelo programa Minha Casa, Minha Vida



A moradia popular não deslanchou no Distrito Federal. Passados mais de dois anos desde o lançamento do Minha Casa, Minha Vida — a iniciativa do governo federal com o objetivo de universalizar o acesso à casa própria —, é irrisória a quantidade de imóveis disponíveis para a venda que se encaixam no valor máximo estabelecido pelo programa, que é R$ 170 mil. As poucas unidades que correspondem a esse perfil estão em empreendimentos em Samambaia, Ceilândia e Santa Maria. Mas é preciso pesquisar para encontrar um apartamento ou casa que obedeça ao critério. Empresários da construção civil e o Governo do Distrito Federal (GDF) atribuem a distorção ao elevado preço dos terrenos e da infraestrutura. A expectativa é que o Morar Bem, programa do GDF que subsidia a terra para construir, ajude a reverter a situação.

O Minha Casa, Minha Vida enfrenta no DF problema semelhante ao que ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo, regiões metropolitanas onde os preços do setor imobiliário também são elevados. Para acompanhar esses mercados, a Caixa Econômica Federal (CEF), gestora financeira do programa, estabeleceu tetos de valor de imóvel diferentes de todo o resto do país nas três capitais, por ocasião do lançamento em 2011 do Minha Casa, Minha Vida 2, segunda etapa do pacote de facilidades (veja Quadro).

Representantes do mercado do Distrito Federal atribuem a dificuldade de o DF se enquadrar no programa principalmente aos valores elevado dos terrenos. De acordo com Júlio César Peres, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), na capital federal, a terra representa de 24% a 30% do custo de um empreendimento. Na avaliação dele, para um bom custo-benefício o percentual não deveria exceder 10%. “Como tem uma extensão territorial curta, a unidade vale muito. Não dá (para fazer empreendimento do Minha Casa, Minha Vida), pois não fecha a conta”, comenta.

Adalberto Valadão, presidente da Associação dos Dirigentes de Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), corrobora a avaliação de Peres. “De fato, o encaixe em Brasília não é fácil. Até hoje, não se tem quase nada desse programa aqui”, comenta.

Limite

Apesar das dificuldades, há quem tente oferecer unidades que se enquadrem nos critérios do programa. Eduardo Aroeira Almeida é sócio-diretor de uma construtora especializada no segmento popular que, atualmente, possui apartamentos custando entre R$ 165 mil e

R$ 167 mil nas cidades de Samambaia e Ceilândia.

O empresário considera o Minha Casa, Minha Vida positivo, mas admite que é difícil mantê-lo ativo no DF. “A gente está trabalhando com o programa desde 2008 e temos uma experiência muito boa. Pela primeira vez, conseguimos vender imóveis para os nossos funcionários. Mas essa possibilidade está encolhendo cada vez mais”, lamenta. Segundo ele, além dos terrenos, a mão de obra é mais cara em Brasília e região. “A gente tenta segurar os preços nas faixas, mas estão quase nos limites. Quando o imóvel sai do enquadramento aceitável, o comprador paga juros maiores e não tem subsídio”, comenta.

O Morar Bem, programa habitacional do GDF lançado no final de 2011, nasceu com a promessa de fazer valer o Minha Casa, Minha Vida em Brasília e região. Por meio da doação de terras públicas, a iniciativa reduz o valor dos imóveis. O projeto representa um alinhamento da gestão do petista Agnelo Queiroz com a política da presidenta Dilma Rousseff. “Na gestão passada não houve decisão do GDF a favor do Minha Casa, Minha Vida. Isso só foi feito com a chegada do PT ao governo”, resume o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Geraldo Magela.

O Morar Bem lançou editais para construção de 16,5 mil imóveis no ano passado. Ontem, a secretaria divulgou novo processo licitatório no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), prevendo a construção de mais 5 mil unidades. “Vamos acelerar as construções. É provável que já comecemos a entregar imóveis este ano”, previu Geraldo Magela.

Fique atento

Conheça os programas habitacionais disponíveis para quem mora no Distrito Federal

Minha Casa, Minha Vida

» É administrado pelo Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal é seu agente financeiro. Mais informações sobre o programa no site www.cidades.gov.br.

» Toda família com renda bruta de até R$ 5 mil pode participar, desde que não possua casa própria ou financiamento. Famílias com renda de até R$ 1,6 mil ganham acesso a subsídios e a melhores condições de pagamento. O desconto para quem se enquadra nessa faixa de ganho é de até R$ 23 mil.

» Para Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, o valor máximo do imóvel que pode ser comprado por meio do programa é R$ 170 mil. Para as demais capitais do país é R$ 150 mil. No caso de municípios com mais de 250 mil habitantes é R$ 130 mil, e aqueles que têm mais de 50 mil moradores trabalham com um teto de R$ 100 mil. Nas cidades menores, o preço limite é R$ 80 mil.

Morar Bem

» É um programa do Governo do Distrito Federal (GDF) destinado a universalizar o acesso à moradia. O governo local destina terrenos de sua propriedade para empreendimentos populares e escolhe, por meio de licitação, a construtora que fará as moradias.

» Só pode participar quem já se inscreveu no novo cadastro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Sedhab). Atualmente a lista está fechada, mas está prevista a abertura de uma segunda chamada entre maio e junho. Para se registrar é preciso morar há pelo menos cinco anos no DF e ganhar até 12 salários mínimos.

» Os imóveis do Morar Bem devem custar entre R$ 57 mil e R$ 145 mil. É possível comprá-los por meio do Minha Casa, Minha Vida caso o candidato se enquadre nos critérios do programa do Governo Federal.

» Mais informações sobre o Morar

Bem estão disponíveis no site www.sedhab.df.gov.br

Nova lei para área do entorno do tombamento do Plano Piloto


Iphan altera normas de ocupação da área do entorno de Brasília

Publicação: 23/02/2012 06:41 Atualização: 23/02/2012 06:44
Para erguer prédios acima de 25 pavimentos em Águas Claras será preciso autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
Para erguer prédios acima de 25 pavimentos em Águas Claras será preciso autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Para preservar o projeto urbanístico de Brasília e as características do Plano Piloto concebidos por Lucio Costa, o Distrito Federal ganhou ontem novas normas de ocupação. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) criou uma zona de proteção da área tombada da capital federal, que abrange pelo menos 10 cidades do DF, além de unidades de preservação. As regras constam da edição de ontem do Diário Oficial da União. Com isso, projetos de construção de prédios em regiões como os lagos Sul e Norte, Guará, Águas Claras e Riacho Fundo, por exemplo, terão que ser submetidos à análise do Iphan, dependendo da altura das edificações.

A publicação da portaria acontece a menos de um mês da chegada da comitiva da Unesco, que virá a Brasília para verificar a preservação do Plano Piloto e checar as denúncias de agressão ao tombamento. Os especialistas da organização visitarão Brasília entre 13 e 17 de março. Entretanto, as regras já estavam em elaboração há quase dois anos. Em julho de 2010, o esboço do projeto já estava pronto. Mas só agora o Iphan formalizou a mudança, que passa a valer imediatamente.

Pela nova legislação, qualquer projeto dentro do entorno da área tombada que envolva mudança nas normas de parcelamento e uso do solo — incluindo novos loteamentos ou regularização de condomínios — deverá passar obrigatoriamente pelo Iphan. O objetivo da medida, segundo a portaria, é “garantir a leitura do traçado e a preservação do espírito, concepção e ambiência do Plano Piloto, projetado por Lucio Costa”. Além disso, o Iphan quer assegurar a visibilidade do horizonte a partir da área tombada.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cobertura Duplex com 347m² em Águas Claras DF

Qu4trro Mirante Residencial

Diferencial do Empreendimento:

* 3 torres
* 2 apartamentos por andar
* Piscina coberta com raia e piscina descoberta
* Área lazer com mais de 40 itens de lazer, entregue tudo 100% equipado e decorado pela construtora e sem custo adicional.
* Construtora Brookfield Inc.


Com conceito exclusivo que resgata a tranquilidade de um condomínio completíssimo, com a sofisticação de um apartamento de alto padrão, localizado na quadra 204 de Águas Claras DF, sendo que este terreno é último disponível, com vista livre para Park Way e Águas Claras. 

Diferencial da Cobertura:

* Coberturas Duplex de 347 m², sendo 4 suítes.
* Elevador privativo.
* Duplex com sauna e piscina privativa.
* Com 1 vaga de garagem dupla (gaveta) mais 1 vaga solta. Total de vagas de garagem 3.
* Piso entregue no porcelanato.

# Obras iniciadas.
Praça Central

Fachada
Vista aérea

Gazebo

Implantação

Solarium

Piscina

Praça das flores

Praça do fogo

Praça Xadrez gigante

Cobertura duplex parte inferior

Cobertura duplex parte superior 
Maquete fachada

Maquete vista para praça
Maquete vista área de lazer

Direto com a construtora.

Ligue agora  e peça mais informações: (61) 9160-8300 e (61) 9948-9287

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Design e decoração


Saiba como montar uma boate em casaPara aqueles que adoram dançar e curtir a noite ao lado de amigos e parentes, mas não abrem mão de privacidade e conforto, a solução pode ser uma balada particular


Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 22/02/2012 11:05 Atualização:

As designers de interiores Klazina Norden e Ana Karina dizem que cuidado com acústica do ambiente deve ser a principal preocupação
As designers de interiores Klazina Norden e Ana Karina dizem que cuidado com acústica do ambiente deve ser a principal preocupação
Por comodidade, conforto ou mesmo por questões de segurança, há quem prefira ficar em casa com os amigos a sair para a balada. Mas isso não implica um ambiente silencioso e mais calmo. Muito pelo contrário. Esses happy-hours podem se transformar e ficar mais agitados, remetendo a uma verdadeira boate em casa. Mas, para que isso seja possível é preciso contar com os recursos da arquitetura e da decoração. Afinal, ninguém quer ter problemas com os vizinhos por causa do barulho. Sair para dançar na sexta-feira, depois de uma semana inteira de dedicação ao trabalho, e encontrar com os amigos é essencial para relaxar e recarregar a energia de muitos. Por outro lado, o que muita gente não gosta é de enfrentar trânsito, filas e lugares tumultuados. Aí é que a ideia da agitação em casa ganha mais força. Mas é preciso ter cuidados, principalmente com a acústica do ambiente, como ressalta a designer de interiores Ana Karina Chaves.

Antes de ir para a parte prática, é essencial ter como foco a qualidade do projeto, como explica Ana Karina. “Com o melhor custo-performance, acompanhado de um consultor de projetos, para que tenha toda a orientação possível”, aconselha. A boate em casa, como lugar de convivência social, deve ser aconchegante e agradável. “Por isso, um bom planejamento do ambiente permite a melhor interação entre as pessoas, sem comprometer a circulação de ar e dos próprios usuários”, ressalta.

De acordo com a arquiteta Giselle Madeira, o principal item a se levar em consideração para a execução de uma boate é o isolamento acústico, principalmente quando se trata de reproduzir esse ambiente em um apartamento. A boa notícia é que no mercado já existem vários métodos que possibilitam isso. “Temos de distinguir as melhores opções para o interior de uma residência, pois vários deles são elementos para ambientes comerciais e que não deixam transparecer a característica de lar da sua casa”, informa.

A designer de interiores Klazina Norden confirma a necessidade do emprego de vidros especiais, além de revestimentos como carpetes ou tecidos para abafar o som. “Esses materiais vão decorar o espaço e ainda melhorar a qualidade do som, além de evitar transtornos com os vizinhos”, explica. A arquiteta Mariana Borges diz que cuidados relativos à acústica são de extrema valia. “Como se trata de um ambiente onde o som é constante e pode ser usado em alto volume, a dica é cuidar bem do sistema acústico, a fim de não incomodar os vizinhos ou pessoas da própria casa que não queiram participar de algum evento.”

Silêncio
Por isso, além dos vidros especiais, carpetes ou tecidos, o uso de janelas duplas, alvenarias com isolamentos (lã de vidro, isopor, entre outros) é bem-vindo. “Todos esses materiais resolvem uma questão técnica e favorecem o ambiente como elementos decorativos. Assim, nota-se melhora significativa na qualidade do som e evitam-se transtornos com os vizinhos”, diz Mariana. A necessidade de que o imóvel tenha espaço amplo e arejado é uma boa pedida, de acordo com a arquiteta Thaysa Godoy. “Caso o ambiente tenha móveis, opte por um espaço grande entre eles, de modo a não dificultar a circulação e, principalmente, a pista de dança”, indica.

A arquiteta acrescenta que não podem faltar bons equipamentos de som e uma boa iluminação. “Que devem ser específicos para esse tipo de ambiente, devendo-se, ainda, avaliar a metragem do espaço em questão para a escolha e aquisição dos equipamentos corretos”, orienta Thaysa. É preciso conciliar todas essas informações para criar um local que proporcione momentos agradáveis. Afinal, conforme Mariana Borges, quando as pessoas optam por um ambiente descontraído e divertido em sua casa, procuram também por um espaço que ofereça conforto. “Com boa música, podendo ser usado não apenas para uma pista de dança, mas para encontro com amigos, degustação de vinhos, para assistir a jogos de futebol. Enfim, são inúmeras as possibilidades.”

Diversão conforme o espaço
Planejamento do ambiente onde será montada a boate em casa começa com a definição da capacidade do local. Especialistas dizem que investimento é alto, mas resultado compensa

Com tantos itens e cuidados a serem levados em consideração, fica a dúvida: qual é o tamanho ideal do espaço para organizar tudo? A designer de interiores Ana Karina Chaves diz que não é preciso ambiente muito grande. “Pode ser feita uma boate em casa em espaços reduzidos de até 25 metros quadrados (m²) ou ainda menos. Tudo depende de quantas pessoas frequentarão o local”. Para se poder fazer uma projeção do tamanho em relação ao número de pessoas que o ambiente pode receber, Ana diz que para se ter um bom som e espaço suficiente para 10 ou 15 pessoas dançarem confortavelmente seria necessária uma área entre 40m² e 60m².

Além de divertido, local deve ser confortável para receber amigos em outras ocasiões, segundo a arquiteta Mariana Borges
Além de divertido, local deve ser confortável para receber amigos em outras ocasiões, segundo a arquiteta Mariana Borges
A arquiteta Giselle Madeira diz que a boate particular pode ter o tamanho que o morador quiser ou tiver disponível para isso. “No comercial, temos regras a cumprir devido às normas de segurança contra incêndio. Mas, em sua casa, você vai fazer a boate baseado na quantidade de amigos que costuma receber”, comenta. Definido esse local, o próximo passo é partir para a escolha dos itens que farão parte dele, de preferência considerando as soluções mais modernas e baratas disponíveis no mercado. “Entre elas, as portas acústicas, que são vedadas para que não haja nenhuma passagem de luz, som e ruído. Geralmente, elas são duplas, formando um colchão de ar em seu interior que ajuda a segurar a transmissão do som”, explica Giselle.

No forro de gesso ou paredes dry-wall, a arquiteta sugere o uso da lã mineral. “Elas são auxiliares na redução de transmissão de som e atuam como absorvedores acústicos, ou seja, o som não passa por ela. Revestir as paredes com tecido também ajuda muito na absorção do som”, indica a arquiteta. A arquiteta diz que esses itens são soluções para transformar uma sala residencial em boate. “Porém, se você tem um espaço físico próprio, podemos utilizar alguns meios usados comercialmente, como o revestimento das paredes com espuma. Ela atua mais no isolamento”. Para quem mora em apartamento, a escolha dos equipamentos, como caixas de som, merece atenção redobrada. “Ao ir a uma loja especializada e ver o funcionamento delas, a pessoa logo fica maravilhada. Mas, antes de fechar qualquer negócio, lembre-se sempre de que pode ter vizinhos que não se sintam tão confortáveis com o mesmo som”, adverte Giselle.

Para que a atmosfera do ambiente remeta a uma boate, outro fator essencial é a escolha correta das cores, que normalmente devem ser mais escuras, como indica a designer de interiores Klazina Norden. “Para criar o clima adequado para dança e projeção de imagens, e os efeitos de iluminação”. A escolha do piso também influencia na criação dessa atmosfera. Entre os diversos modelos disponíveis no mercado, Klazina diz que há desde os de pedras a carpetes e madeira. “Enfim, um piso em que as pessoas se sintam confortáveis. Porém, o ideal para acústica é o carpete. Na parte central, onde as pessoas vão dançar, o piso de vidro especial, com iluminação por baixo, cria efeitos interessantes”, sugere a designer.

Giselle Madeira chama a atenção para a durabilidade dos revestimentos. Até porque, como o ambiente é para dançar, o interessante é escolher pisos que possam ser polidos. “Não existe piso que não arranhe, e, se é para dançar, pode esperar que futuramente alguns deles surgirão depois das festas. O granito se encaixa nessas condições”. Outra opção sugerida pela arquiteta é o mármore, que, por ser poroso, se desgasta mais rápido, mas também pode ser polido.

Composição
Para a arquiteta Thaysa Godoy, espaço entre os móveis e peças planejadas ajudam a manter harmonia e conforto
Para a arquiteta Thaysa Godoy, espaço entre os móveis e peças planejadas ajudam a manter harmonia e conforto
É preciso se preocupar com o mobiliário que fará parte do espaço. Recomenda-se telão ou TV, para dar um movimento ao ambiente. Também é possível escolher peças que podem ser verdadeiros curingas, caindo bem tanto durante a noite, na balada, quanto de dia. “Uma dica importante: se sua sala de estar for virar boate, opte por móveis que serão fáceis de ser removidos e de funcionalidade, como um carrinho-buffet, que poderá servir de bar nessas ocasiões”, aconselha Giselle.

Para compor o ambiente, a arquiteta Mariana Borges sugere o uso de sofás ou cadeiras mais baixas, que dão ar de aconchego, além de luzes, globos e telões. “É possível criar lounges, o que costuma agradar muito por tornar o ambiente aconchegante e elegante, mas ao mesmo tempo possui um ‘ar’ mais informal. Além disso, é importante levar em consideração que as pessoas também vão querer, em algum momento, descansar um pouco e precisarão de um local para sentar.” Com relação às cores, elas vão variar conforme o gosto do proprietário. As mais usadas são as escuras, como preto e vermelho. Uma característica importante delas em uma boate é que os tons mais escuros podem ressaltar luzes de néon.

Adaptações que não ficam baratas
Com tantos itens e cuidados a serem levados em consideração, é preciso saber que o projeto requer investimento. Afinal, ninguém quer ter a noite interrompida por reclamações de vizinhos. O segredo para acertar na composição de uma boate particular aconchegante, prática, funcional e, ao mesmo tempo, mais em conta está na união de fatores como escolher um equipamento de som de boa performance, iluminação com uns três ou quatro efeitos, tons de parede escuros e um piso fácil de limpar. Mas para que tudo saia conforme o previsto, a designer de interiores Ana Karina dá a dica: “Uma boa iluminação, aliada a bons equipamentos sonoros que devem ser instalados por empresa qualificada, bem como procurar um profissional que consiga captar todos os seus ideais em um projeto que contemple tecnologia, beleza estética, boa circulação e conforto.”

Giselle Madeira alerta para o preço desses equipamentos específicos para se montar uma boate. “Eles não são dos mais baratos. Porém, temos soluções que podem ser tão eficientes quanto. Em vez de comprar uma ou duas caixas de alta potência, podemos espalhar o som no ambiente inteiro com caixinhas de som de teto, que são mais acessíveis” sugere.

O consultor de projetos da HiFi Club, Sérgio Mancini, diz que os sistemas mais econômicos de boate em casa ficam em torno de R$ 45 mil. “Mas isso depende de fatores como tamanho do ambiente, acabamento, tratamento acústico, mobiliário, e da qualidade final do som e da iluminação.” Para os que querem incrementar as festinhas particulares, nem que seja de vez em quando, Sérgio Mancini informa que um equipamento de som com DJ e iluminação de boate em casa custa entre R$ 25 mil e R$ 60 mil. “Dependendo da qualidade e sofisticação dos equipamentos.”

Mas, segundo ele, o céu é o limite. Tanto é assim que se pode montar uma boate com equipamentos de altíssima qualidade, dando a impressão de que o som está ao vivo: de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. “É importante ter um bom revestimento acústico, que pode ficar entre R$ 15 mil e R$ 60 mil. O mobiliário vai depender do que o dono deseja. Ele pode investir cerca de R$ 10 mil a R$ 50 mil. Um bom ar-condicionado também não pode ser esquecido”, diz Sérgio.

Custo
Por isso, antes de pensar em montar o espaço, é essencial analisar com cuidado as finanças e ter clareza do quanto está disposto a investir para ter uma boate em casa, como ressalta Ana Karina Chaves. Afinal, é um investimento alto. “Em segundo lugar, é preciso pensar que uma boate num apartamento se torna um pouco mais difícil, pois os vizinhos ficarão incomodados. Então, o ideal é um cômodo de uma casa”, opina. Quanto a qual espaço reservar no imóvel para abrigar o ambiente, a designer diz que não existe um que seja mais indicado.

Mas para quem já desanimou com o valor do investimento e quer soluções mais práticas – afinal, receberá poucos amigos no espaço –, Klazina tem uma boa notícia. “Um local mais escuro para destacar a iluminação da aparelhagem e um bom som, muitas vezes, são suficientes para fazer a boate. Levando isso em conta, podemos montar uma boate por menos de R$ 25 mil.”

Cuidados indispensáveis
» O principal item a ser levado em consideração na execução do projeto é o isolamento acústico, principalmente quando se trata de reproduzir esse ambiente em um apartamento.

» Invista em vidros especiais e revestimentos como carpetes ou tecidos para abafar o som. Esses materiais melhoram a qualidade do som e reduzem ruídos para o exterior.

» Use janelas duplas, alvenarias com isolamentos (lã de vidro, isopor, entre outros).
» Fique atento ao planejamento do ambiente, essencial para permitir a melhor interação entre as pessoas, sem comprometer a circulação de ar e dos próprios usuários.

» Caso o ambiente tenha móveis, opte por um espaço grande entre eles, de modo a não dificultar a circulação e, principalmente, a pista de dança.

» Não podem faltar bons equipamentos de som e uma boa iluminação, ambos específicos para esse tipo de ambiente.
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